“Polícia é para prender criminoso, não cidadão de bem”, diz Capitão Derrite sobre ordens à PM durante pandemia

O Deputado Federal Capitão Derrite usou as redes sociais para se posicionar a respeito das ordens para que policiais atuem contra cidadãos que saiam às ruas durante o período de quarentena. Ele disse ser contra a abordagem recomendada à polícia por alguns governadores e prefeitos e elencou situações que considera serem prioritárias no trabalho da PM. 

“É preciso que a Polícia Militar esteja com suas forças voltadas contra o crime. Vivemos em um país onde não podemos deixar de prender traficante, estuprador, homicida e assaltante nem por um minuto para prender o cidadão que saiu para caminhar ao ar livre por alguns minutos do dia”, disse o Deputado.

“Peço que meus irmãos de farda não compactuem com ordens absurdas”

Como capitão da Polícia Militar de São Paulo, ele ainda fez um apelo. “Peço que meus irmãos de farda não compactuem com ordens absurdas. Nós, policiais, sabemos da realidade das ruas. Sabemos contra quem precisamos lutar e temos a população ao nosso lado. Não devemos afastá-la de nós, porque é por ela que trabalhamos dia a dia”, completou Capitão Derrite. 

O Deputado comentou sobre o caso do comerciante de Teresina, no Piauí, que foi preso e algemado por policiais militares durante a fiscalização do isolamento social. Falou também da senhora que foi presa em Araraquara pela Guarda Civil Municipal por estar em uma praça e de duas mães que estavam na praia com suas filhas no Rio de Janeiro e foram presas e levadas ao Distrito Policial. “Uma simples abordagem já gera constrangimento ao cidadão de bem. Imagina a condução em viatura para um Distrito Policial”, disse o deputado, que reforçou que sabe da legalidade dessa atitude, mas não concorda. “Em 16 anos de Polícia Militar, nunca prendi cidadão de bem. Eu prefiro responder judicialmente, até a um crime de prevaricação, do que prender cidadão de bem. Policiais, não se deixem ser massa de manobra de quem quer fazer campanha política usando as forças de segurança”, encerrou. 

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